Thursday, June 05, 2008

Tenho nojo do Palladium

Na Universidad de la Sabana, na cidade de Chía, vizinha de Bogotá, Colômbia, onde estou, procurei na internet notícias do Brasil e vi no UOL matéria com o título "Shopping de Curitiba barra jovens da periferia". Eu já havia visitado o Palladium, e não gostei: um shopping inaugurado às pressas, em obras, com problemas de segurança, piso quebrado, banheiros insuficientes, sujos, sem papel - um desrespeito ao consumidor. Agora, diante da notícia, decidi: não vou mais pisar nesse shopping infame.
Claro que os shoppings se transformaram em "guetos", refúgios paradisíacos das classes média e alta contra a realidade de pobreza e violência das grandes cidades. Entretanto, ainda assim, eles precisam respeitar o direito básico de ir e vir. Se um ambiente privado pode barrar a entrada de alguém usando critérios da mais pura e odiosa discriminação, não merece ser freqüentado por quem tenha um mínimo de consciência social.
Se eu passar diante da porta do shopping, terei ânsia de vômito. Tenho nojo do Palladium. Sugiro um boicote a esse shopping, até que ele mude de conduta!

6 comments:

Guylherme Custódio said...

Boicote apoiado!

Luiz fernandes said...

Também tive a oportunidade de conhecer o palladium, e não gostei. Boicote apoiado!

Luiz Fernandes said...

www.futebolaraucaria.blogspot.com

Anonymous said...

Concordo com a parte da má-estrutura, mas acho que estão certos em proibir a entrada de gangues. Imagina vc fazendo suas compras ou olhando vitrines e quando menos espera é vitima de um arrastão...
já pensou? sim pq esses grupinhos não vao aos shoppings para fazer compras e sim para perturbar a ordem. Essa é minha opinião.
Camila

Anonymous said...

Tomás, Tomás, você desrespeita até as regras jornalísticas que você ensinou. Aff...

Tomás Barreiros said...

Anônimo, anônimo... Então aqui vai um lembrete sobre duas lições que certamente devo ter ensinado, mas há alguns alunos que nunca aprendem:
1) Não se esconda atrás do anonimato. É covardia. Se tem algo a dizer, diga de frente. Se não tem coragem para assinar embaixo, então provavelmente nem você acredita no que diz.
2) Saiba distinguir um texto jornalístico de um texto não-jornalístico. As "regras jornalísticas", obviamente, valem para os textos jornalísticos.