Friday, March 30, 2012
Dupla "cidadania"?
Tuesday, March 27, 2012
Mais uma da Gazeta de hoje...
Meus filmes mais recentes
"Protegendo o inimigo" - Um filme honesto, que dá o que promete. Ação, tiros, explosões, correria, muita violência (nossa catarse cinematográfica...). Roteiro parecido com tantos outros, final igual a quase todos - mas, como diz minha colega Viviane Peixe, "o importante é a narrativa, não a história"...
"Jogos vorazes" - Para quem gosta de BBB, uma edição completa num só filme... Tem até o Boninho e o Bial. Mas nada de sexo, afinal, é para adolescentes! Se dizem que é o substituto do Harry Potter, está muito longo da riqueza das histórias do bruxo. É interessante a visão de futuro do filme: um mundo cheio de gente idiotizada, vivendo num regime ditatorial que dá circo, sem pão.
"Shame" - Pela primeira vez, minha impressão final vai no sentido oposto ao dos comentários sempre brilhantes do Marcio L. Santos (meu crítico predileto) em amoscabranca.com. Embora tudo que ele tenha dito sobre o filme "Shame" seja verdadeiro, a história me pareceu vazia, linear, chocha, sem revelações. Não acontece nada de inesperado. A situação-padrão de um viciado (qualquer que seja o vício) é sempre aquela retratada no filme. Não vi nada de novo ou diferente. A realidade é mais terrível que o filme. Quem já conheceu pessoas viciadas conhece o roteiro, sempre igual. Aliás, algo que me pareceu francamente mal colocado no filme é a cena em que ele cheira cocaína – isso tira totalmente a força do vício em sexo. Devo dizer também que fui influenciado pelo incômodo causado pelo ambiente do cinema: eu estava sozinho, cercado por casais jovens praticamente “se comendo” durante o filme, como se estivessem num filme pornográfico, numa espécie de “antiexpectativa” completa… Nada contra, adoro fazer o que eles fazem, mas nos locais e ocasiões apropriados. Os casais me pareceram francamente deslocados, o que me incomodou (assim como os ruídos típicos emitidos por eles durante o filme). Como pontos positivos do filme, as atuações e a capacidade de comunicar a angústia do protagonista.
"A condenação" - Gostei. Tem partes meio arrastadas, mas no geral vale a pena. Fazia tempo que não chorava no cinema - matei saudades das minhas lágrimas cinematográficas.
Outro bom filme é "Drive". O mais interessante é ver como um bom diretor pode dar o ritmo que deseja a um filme. O que mais me impressionou foi a qualidade da direção - além da boa atuação do protagonista.
"O artista" - Um belo filme, uma homenagem ao cinema, feita por um diretor que sabe o que é fazer um filme - tanto que fez um bom filme mudo e em preto e branco!
"A invenção de Hugo Cabret" - Outro belo filme, mais uma homenagem ao cinema (como "O Artista"). Vale a pena ver e divertir-se (sem esperar um "filmão", mas um filme bom de assistir). De passagem: é difícil fazer um filme com atores mirins, não é? Não é fácil achar alguém com o talento de um Haley Joel Osment, por exemplo (alguém que nos faça esquecer que estamos vendo um ator interpretando um personagem e prestar atenção apenas no personagem).
"Um dia" - Filme romântico com a Anne Hathaway. Nada de muito especial, mas assistível. Aliás, tem sim algo especial: Anne Hathaway, sempre agradável de ver.
"John Carter - Entre dois mundos" - OK, podem dizer que é totalmente inverossímel, cheio de falhas, elenco mais ou menos etc. etc.... Mas eu curti. Passei a infância lendo Edgar Rice Burroughs, e foi legal ver seus mundos fantásticos na telona em IMax 3D. Cinema é (também) diversão!
"Histórias cruzadas" - Tem cenas superexageradas? Tem. É permeado por passagens piegas? É. Assume vários "clichês"? Sim. Seus personagens são planos, talhados a partir de uma divisão maniqueísta de 100% bons x 100% maus? São. É um bom filme? Sim. E vale a pena assistir. Afinal, de tempos em tempos, precisamos de clichês, obviedades e exageros que nos lembrem algumas coisas importantes. Se isso é feito num belo filme, com algumas ótimas performances, melhor ainda.
Errinhos no jornal...
Frase engraçada da Gazeta do Povo de hoje, 27/03, p. 3 do caderno de Esportes:
"Não podemos prejudicar o policiamento ordinário da cidade em detrimento a um evento esportivo", afirmou o major Marcel Soffner, porta-voz da Polícia Militar de São Paulo.
Que bom usar um termo "chique", né? Dá pra entender?
É mesmo divertido ler jornal... Viram a chamada de capa da Gazeta no sábado? "GP da Malásia abre temporada da F1"... E o GP foi o segundo da temporada...
Saturday, March 10, 2012
"Decréscimo de 111%"?!
Gazeta do Povo (Curitiba-PR), 09/03/2012, caderno de Esportes, página 3:
"Apenas 9.110 torcedores acompanharam os dois jogos do Rubro-Negro na Vila Capanema, incluindo nesta conta o clássico Atletiba. Se comparado com a média de público do Paranaense 2012 [deve ser 2011, né?], de 9.618 pagantes por jogo, houve um decréscimo de 111%".
Decréscimo de 111%? Então o CAP teve um público negativo de 11%? O que é um público negativo? São fantasmas assistindo ao jogo?
E como comparar a média de um campeonato com o público total de duas partidas? Alguém consegue explicar essa "matemágica"?
Thursday, March 01, 2012
Pérola do dia
Rir ou chorar?
Tuesday, February 21, 2012
POEMINHA
(by Tomás Barreiros)
por que cagou
na janela
o pássaro?
cores sublimes
nas penas,
voo elegante,
agradável canto
e merda cinzenta fosca
na janela
(a minha janela)
a me lembrar:
olha o mundo,
pés no chão,
que a perfeição
não é nossa.
Monday, January 30, 2012
FILMES
FILME DA SEMANA 2 - "Milleninum". O filme é bom, atraente. O diretor consegue manter a tensão do começo ao fim. É um policial-suspense como tantos, mas com boas atuações, bela fotografia, boa direção e alguns lugares-comuns. Claro que, graças ao meu renitente gosto pelos marginais, me apaixonei pela personagem de Rooney Mara, em ótima atuação.
FILME DA SEMANA 3 - "2 Coelhos" - NÃO LEIA SE NÃO QUISER ENCONTRAR "SPOILERS". Um filme interessante, curioso. Vale pela atuação brilhante de Fernando Alves Pinto, que faz o protagonista. Aliás, o elenco pouco conhecido (preparado, é claro, pela Fátima Toledo) é muito bom mesmo, com destaque para Marat Descartes (que nome!). Elenco tão bom que Alessandra Negrini destoa - é a mais fraquinha. O roteiro é tão intrincado que, para entendê-lo bem, é melhor ver o filme duas vezes. O filme, é claro, tem suas falhas... Todos os personagens mais importantes são bandidos, amorais e/ou imorais. O que seria aceitável, mas não é o normal, especialmente no que diz respeito ao personagem Wagner, que de vítima se transforma em criminoso. Mas o mais difícil é aceitar que a personagem de Alessandra Negrini seja tão desejada, por quatro homens diferentes. Nem a atriz, nem a personagem (sem-vergonha, corrupta e interesseira) dão pra tanto... Que presente de grego Edgar dá a Wagner: uma mulherzinha daquelas, com uma filha de outro no ventre... Presente de grego. A ideia do filme lembra "7 Vidas" - que desenvolveu a ideia bem melhor... E o deputado corrupto não parece nosso ilustre ministro Paulo Bernardo? Mera coincidência? Ou estou enxergando demais?
Ausência
Mas estou planejando para breve um site próprio, no qual colocarei tudo: minhas produções passadas, presentes e futuras.
Por ora, coloco aqui comentários de filmes que assisti recentemente (no próximo post).
Friday, December 23, 2011
Categorias de amor
1) O amor "comum", de quem ama alguém que lhe traz benefício, vantagem, prazer, alegria.
2) O amor da pessoa que ama alguém porque esse alguém é digno de amor, independentemente da relação entre os dois.
3) O amor incondicional motivado por uma relação consolidada: é o caso, muitas vezes, do amor paterno/materno, filial, conjugal, de pessoas que se amam independentemente do comportamento ou do caráter da pessoa amada.
4) Por fim, o amor dos santos, que amam a todos porque amam; amam porque veem no outro a luz divina, o semelhante, o "próximo"; um amor que não se condiciona a nada, a não ser à atitude de quem ama. É o amor de uma Madre Teresa de Calcutá, por exemplo.
Wednesday, December 21, 2011
Por que amo alguém?
Saturday, December 17, 2011
Cinema - 2
Peguei então "A bruxa de Blair" - a que ainda não tinha assistido! - na esperança de encontrar algo bom. Santo Deus! É lastimável...
Em primeiro lugar, os personagens são patéticos. Gente muito muito burra. Pobre da faculdade de Cinema que os acolheu - um amostra de que nos EUA deve ter faculdadezinha furreba. Os coitados não sabem usar uma câmera, não são capazes de captar uma imagem decente - e olha que tinham uma filmadora de película! Não conseguem consultar uma bússola. Não sabem sequer que, quando alguém está perdido na mata e encontra um rio, deve seguir o curso do rio que inevitavelmente achará uma saída.
A única coisa de aterrorizante no filme é a burrice dos personagens. Realmente, um horror!
Cinema
Neste ano, vi alguns filmes ótimos: "Meia-noite em Paris", "A pele que habito", "O palhaço"... E hoje, outro muito bom: A chave de Sarah.
Quando quero um filme mais denso, eles geralmente estão no Cineplex Batel, onde os filmes, felizmente, ficam várias semanas em cartaz. Foi onde vi "A chave..." e também "Esses amores", outro filme muito bom.
Friday, September 30, 2011
Mundo atrasado
É difícil não ser etnocêntrico. Como aceitar esse tipo de coisa? A liberdade de crença deve ou não ser um valor universal? As mulheres devem ou não ter os mesmos direitos que os homens?
“Depende da cultura”, dirão alguns... Então, para que serve a Declaração Universal dos Direitos do Homem? Apenas para algumas culturas ocidentais? Deveria ser “Declaração Ocidental...”
E mais: como não relacionar a determinadas práticas religiosas certas atitudes que consideramos incrivelmente atrasadas?
Um dado preocupante: o islamismo tem crescido muito no Ocidente. Líderes muçulmanos há muito declaram que a Europa vai ser inexoravelmente conquistada pelo islamismo, por uma simples questão matemática: os europeus têm cada vez menos filhos, e os muçulmanos que vivem na Europa têm cada vez mais.
Você viveria num país regido pela sharia, o código dos muçulmanos? No futuro, o seu país pode estar assim - ao menos, é o desejo declarado por muitos líderes islâmicos.
Sunday, September 11, 2011
Cuidado com a informação
Coisas de TV...
Algumas coisas que se podem ver na TV são no mínimo... curiosas.
Sunday, August 28, 2011
Piada pronta
Wednesday, August 24, 2011
Caça-erros
Carlos Alberto e Ricardinho tiveram influência decisiva na saída de Jóbson do Bahia.
Líderes do time baiano, os dois jogadores exigiram que o técnico Rene Simões e a diretoria do clube tomassem providências em relação aos casos de indisciplina de Jóbson.
Até mesmo Fahel, antigo companheiro de Jóbson no Botafogo, teria sido contrário à permanência do jogador no Bahia. Fahel chegou a dar conselhos ao atacante pedido que ele se afastasse de festas e evitasse as noitadas em Salvador.
Jóbson, segundo o blog apurou, já estava sendo alertado pelos jogadores mais experientes do time, de que seu comportamento não estava sendo adequado e que privilégios não seriam abertos para nenhum atleta do elenco.
A decisão da diretoria de afastar Jóbson do jogo contra o Santos no último dia 20, não foi por causa da discussão do jogador com o meia Carlos Alberto e muito menos, como foi divulgado, porque Jóbson estaria dividindo o grupo.
Na véspera da partida contra o Santos, dia 21, Jóbson foi flagrado numa festa na praia de Ipitanga, no Vilage Bahia Tropical. O jogador chegou a concentração atrasado, muito além do horário combinado, cheirando a bebida e deixou os líderes do time, Carlos Alberto e Ricardinho, chateados.
Imediatamente, apoiados pela maioria do elenco, os dois pediram que Rene Simões usasse o bom senso e afastasse o jogador do jogo diante do Santos.
‘Eu quero ver deixarem o menino jogar, mas, para isso, o menino terá que virar homem’.
A frase teria sido dita dentro da concentração do Bahia por um dos jogadores envolvidos e irritados com os constantes atos de indisciplina de Jóbson.
Monday, August 15, 2011
SER PAI

Neste domingo, admirava meu filho. Vi seus dedos ágeis e rápidos tocando ao piano uma música difícil que nunca ousei tentar. Contemplei seu desenho mais recente, que eu jamais seria capaz de fazer. Lembrei-me de suas frases de efeito, tão bem humoradas. De sua incrível habilidade no computador, digitando em inglês com os dez dedos sem nunca ter feito um “curso de datilografia”....
Comovi-me ao rememorar tantas atitudes suas que revelaram um coração bondoso e solidário. Pensei nas noites que ele passou em claro para terminar um livro pelo qual se apaixonara. Recordei tantas outras coisas... Pensei inclusive em suas fraquezas, lacunas e falhas, que me dão a oportunidade de ajudá-lo.
E concluí que, ainda que eu nada possuísse, nada tivesse feito e não fosse ninguém, minha vida já teria valido a pena.
(Acima, o desenho, feito em nanquim)