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Friday, June 17, 2016

Cuidado ao usar a palavra "bagatela"

"Bagatela: Coisa de pouco valor."
Se você for escrever uma frase como: Pagou a "bagatela" de R$ 2 mil no almoço, use sempre "bagatela" entre aspas, para indicar que é ironia. Porque, numa construção como essa, só cabe a palavra "bagatela" como ironia. Bagatela, no sentido próprio, significa coisa de pouco valor, quantia baixa, ninharia.
Tenho visto dezenas de frases em que se usa a palavra como se ela tivesse o sentido oposto do seu sentido próprio - e sem qualquer indício de ironia.

Thursday, December 05, 2013

UMA HISTÓRIA DO JORNAL I&C - E COM O "TURCO"

Conheci o Jamil Snege quando era estudante de jornalismo e trabalhava no jornal Indústria & Comércio. Na época (1994!), o I&C era um baita jornal, com uma equipe maravilhosa. Gente do naipe de Roger Modkovski, Marcio Achilles Sardi, Rogério Pereira, Rodrigo Wolff Apolloni, , Liliam Sponholz, José Fernando da Silva, Alessandro Martins, Ana Paula de Carvalho, Alessandra Ferreira, Eledovino Basseto Jr., Oscar Roecker Neto, Israel Reinstein, Miram Gasparim, Eduardo Aguiar, David Campos, Márcia Campos, Simone Meirelles, Silvia Vicente Macedo, Sílvia Zanella, Filipe Pimentel, Viviane Favretto, Celso Nascimento, Bernardo Bittencourt, Aniele Nascimento, Martha Feldens, Teresa Martins, Patricia Habovski, Zé Suassuna de Oliveira, Andréa Bertoldi, Roberto Couto, Roberto Monteiro, Arthur Rosa, João Pedro Amorin, Adir Nasser, Szjia Ber Lorber, Taísa Binder, Omar Nasser, Andréa Ribeiro, Guilherme Puppo e muitos outros que não estou lembrando agora (perdão, estou colocando de memória e sei que, infelizmente, vou esquecer pessoas importantes porque tô velho), mas que faziam parte desse verdadeiro timaço comandado pelo Aroldo Murá. Que tinha ainda colunistas como o Carlos Alberto Pessoa e o Valêncio Xavier.

Como tínhamos muita gente boa das letras, propus fazermos um livro de poemas. Qualquer funcionário do jornal poderia participar enviando seus textos. Juntei todos e imprimi, sem identificação dos autores, para entregar a três avaliadores externos que dariam notas de zero a três para cada poema, e os que tivessem melhor avaliação seria publicados num livreto com apoio do jornal (o prof. Aroldo logo abraçou a ideia e escreveu a apresentação).

Bem, tivemos de tudo, poemas ótimos, outros medianos, vários fracos. Um dos avaliadores escolhidos foi o Jamil Snege. Deixei os textos com ele e, pouco tempo depois, ele disse que iria devolver sem avaliar, porque tinha muita coisa ruim misturada com algumas coisas muito boas, "como, por exemplo, aquele poema do João Cabral, muito bom" - e citou um poema. Por acaso, era um poema meu, eh, eh, eh... Fiquei muito orgulhoso. Mas devo dizer que na avaliação geral (feita, afinal, por outros três avaliadores: Hélio Puglieli, Leopoldo Scherner e Alzeli Bassetti), meus poemas ficaram em terceiro lugar (atrás do Marcio e do Roger).

Bem, é uma deliciosa recordação. Impossível não ter saudades daqueles tempos, especialmente importantes para mim. Então, pra encerrar, segue o poema que agradou o "Turco". Acho que ele foi muito bonzinho, porque tem até rima de "amor" com "dor" kkkkkkkkkkkkkk.... E não posso nem dizer que ele estava tirando sarro da minha cara, porque os poemas não estavam identificados.

RESPOSTA A "CATAR FEIJÃO",
DE JOÃO CABRAL DE MELLO NETO

Desculpe João, mas não concordo:
feijão cozido -- coisa prosaica,
e nossa língua arcaica,
"última flor do Lácio",
é artigo precioso,
difícil de ser tratado.
Catar feijão, que coisa fácil,
tarefa táctil...
Escolher palavras?
É preciso estro,
o dom difícil
da escolha certa.
O bafo quente
que leva a palha,
quem não o tem?
Mas a souplesse,
o gênio, a letra,
a inspiração poeta,
o sentimento, a dor,
saber o mar, a lua,
a estrela, o amor...
Ver além do objeto,
transcender o concreto,
interpretar,
dizer mais que as palavras...
quem é capaz?

Sunday, December 01, 2013

DE NOVO...

Já expliquei trocentas vezes, mas vou tentar de novo:
- Errado: "O Atlético errou mais passes, cruzamentos e fez mais faltas."
- Certo: "O Atlético errou mais passes e cruzamentos e fez mais faltas."
Será que é tão difícil entender? ..."passes e cruzamentos" são complemento do verbo "errar"; "mais faltas" é complemento do verbo "fazer".
Nesse caso, é simples: basta escrever como a gente fala.

Monday, November 18, 2013

"Vestido de calda"

Não deve ser muito recomendável usar um "vestido de calda". Deve deixar a pessoa melada. E o chão. Ou o palco, como é o caso da Paula Fernandes, conforme texto publicado no Caderno G na Gazeta (e o tal "vestido de calda" está lá duas vezes, pra gente ter certeza!).

Saturday, November 16, 2013

Jornalismo: experiência também é importante

Por questões econômicas, muitos veículos de comunicação estão dispensando profissionais experientes, mais velhos, para substituí-los por jovens, pagando salários menores. Tenho percebido como é prejudicial aos veículos esse descarte de profissionais experientes. Há muita gente nova de excelente qualidade nas redações, mas há algo que nada substitui: a vivência, o conhecimento de como as coisas funcionam no mundo, que só vem com a experiência. Tem sido frequente em diferentes veículos matérias contando como novidade coisas que só podem ser novas para quem está em tenra idade... Parece uma espécie de "jornalismo para adolescentes". Coisa de quem nunca passou por perrengues na vida, nunca viajou, não foi ver a seca no Nordeste, não conhece de perto os principais centros do país, nunca assinou um cheque etc. etc. - apenas por não ter vivido o suficiente. É preciso que haja uma passagem natural entre as gerações, um equilíbrio, de modo que as redações tenham ao mesmo tempo juventude e experiência.

Tuesday, April 30, 2013

DICA PARA JORNALISTAS:

O Paraná é o sexto estado brasileiro em população, bem perto do Rio Grande do Sul, que é o quinto. Então, não convém dar manchete dizendo que "O Paraná é o quinto/sexto estado em etc." em qualquer coisa que tenha relação direta com o tamanho da população. Não merece manchete por ser o normal a se esperar.
Não fosse assim, os jornais chineses poderiam dar todo dia uma manchete anunciando que a China é a primeira do mundo nisso ou naquilo...

Monday, April 29, 2013

JORNALISMO "COMUNISTA"

Parece que o comunismo chegou de vez no jornalismo on-line. O direito autoral, pelo visto, foi abolido. É tanta reprodução de textos alheios sem citação de fonte que já está imperando, na prática, o comunismo intelectual em muitas redações. Pelo jeito, a criação intelectual agora é sempre propriedade coletiva...

Pior quando o "reprodutor" publica "barriga" alheia e depois tem que responder que a matéria não é dele. Aí a gente tem o direito de pensar que todas outras também não são!

Aliás, houve um caso mais ou menos recente até na TV (no mundo on-line, é corriqueiro). Uma fábrica de colchões em São Paulo pegou fogo, e um site publicou que um avião avia caído sobre a fábrica - uma "barriga" total, invenção pura! Segundos depois, vários sites já reproduziam a notícia errada, e até uma emissora de TV entrou na onda.

DICA PARA JORNALISTAS E ESTUDANTES

Sempre que forem escreve o nome dos dois maiores jornais paulistanos, escrevam corretamente: "Folha de S. Paulo" e "O Estado de S. Paulo". "São" é abreviado no nome de ambos.

Thursday, February 28, 2013

BOMBA! FURO! DOIS PAPAS NOS TELHADOS DO VATICANO!

Deve ser um sacrifício pelo bem da Igreja. O futuro "papa emérito" Bento XVI e seu sucessor viverão nos telhados do Vaticano. Sofrerão ao desabrigo, com a chuva, o frio, a neve...

É o que posso deduzir da notícia da Agência O Globo reproduzida ontem na mídia brasileira.

Textualmente: Pela primeira vez em 600 anos, a Igreja Católica vai se encontrar na situação inusitada de ter duas pessoas com o título de “Sua Santidade” - o atual e o que ainda será eleito - convivendo SOBRE O MESMO TETO, o Vaticano.

Ou será que devo deduzir que um repórter de uma das maiores agências de notícias do Brasil não sabe a diferença entre SOBRE e SOB?

Aliás, vale reparar também a redundância: "Pela primeira vez... situação inusitada..."

Ademais, “Sua Santidade” não é um título, mas uma forma de tratamento.

Outras "pérolas" dessa incrível matéria:

"Neste momento, INICIA o período chamado pelo Vaticano de Sé Vacante - aquele ONDE a Igreja Católica não tem um chefe de Estado, e todas as decisões importantes são suspensas."

Primeiro, o verbo destacado deve ser pronominal: INICIA-SE.

Depois (mais grave), "período" refere-se a TEMPO e não a LUGAR. Portanto, o pronome adequado é QUANDO e não ONDE.

E mais um problema de conteúdo: "a Igreja Católica não tem um chefe de Estado"... Não tem mesmo, pois quem tem um chefe de Estado é o Vaticano, não a Igreja Católica. A Igreja tem um papa. O papa é o chefe de estado do Vaticano, mas não é o "chefe de Estado da Igreja Católica".

Aproveitando: "sé vacante" nada mais significa, em bom português, que "cadeira vazia".


Sunday, February 24, 2013

Jornalismo por telefone?


Estou ficando cansado da frase: “A redação tentou contato com Fulano, mas ele não atendeu as ligações”.
Senhores repórteres, por favor: larguem um pouco o telefone e a internet, tirem a bunda da cadeira e vão até a fonte! Especialmente nos casos em que o local de trabalho ou residência da fonte é conhecido. E, às vezes, fica a algumas quadras do veículo de comunicação...
É muito cômodo dizer que “o outro lado não atendeu as ligações”. O repórter faz isso para “tirar o dele da reta” e não ser acusado por não ouvir o outro lado (princípio básico do bom jornalismo). Só que não cola...
O repórter deveria ir atrás da fonte pessoalmente, encará-la e fazer a pergunta incômoda - e depois, aí sim, relatar o resultado, ainda que seja: “Procurado pela reportagem, Fulano recusou-se a falar”. Pronto: cumprida a obrigação básica! Dizer que a fonte “não atendeu as ligações” não revela nada. Ela podia não estar no local. Ou ocupada. Ou nem saber quem estava ligando para “recusar-se a atender”.
A não ser que o entrevistado atenda, fale com o repórter e recuse-se explicitamente a responder, essa desculpa não cola.

Tuesday, January 22, 2013

Lições de Jornalismo


Para não perder o hábito, vamos lá: lições a partir da Gazeta do Povo (esportiva) de domingo (20/01).

1) "Cenário que para os paranistas endossa o status de um dos 'times a ser batido'."
Bem, aí está mais um erro de concordância verbal. O verbo precisa concordar com o sujeito, regra básica da nossa língua no nível formal. Então, o correto é: "um dos times a serem batidos".

2) "Após três meses de preparação, onde o time enfrentou uma sequência de amistosos, ...."
Isso me dói nos olhos e nos ouvidos. Por favor, aprendam de uma vez por todos: ONDE sempre se refere a um LUGAR. Como "três meses de preparação" não é um lugar, não cabe usar o onde aqui. "Três meses" é tempo. Portanto, o correto seria usar "quando" e não onde. Ou então, "durante os quais".

3) Agora, uma lição de bom jornalismo: a reportagem "Terra estéril", de Leonardo Mendes Júnior, sobre a situação do futebol no Norte Pioneiro do Paraná. Numa época em que as pautas factuais sobre futebol estão raras, com os campeonatos estaduais apenas começando, uma reportagem desse gênero cai muito bem. E não só nessas épocas: com a concorrência do imediatismo de outros veículos, uma das alternativas para o jornal impresso é buscar esse tipo de material, diferente, exclusivo, mais aprofundado. Muito boa a entrevista com o Serafim Meneghel. E o texto sobre o De Sordi é um belo exemplo de texto bem trabalhado, de um jornalismo longe do factual e mais literário, que tem informações relevantes, mas se destaca sobretudo pela qualidade da redação. Pus o link para a matéria AQUI. Na versão impressa, o título é de revista: apenas "Terra estéril".

4) Por fim, um apelo aos colegas de rádio e TV: por favor, não maltratem ouvidos francófilos (como os meus) chamando a torre Eiffel de "Êifel". A sílaba tônica é a última (aberta), não a primeira (fechada).

Monday, January 21, 2013

Na Gazeta do Povo (esportiva) de hoje...


CUIDADO COM AS METÁFORAS...
É preciso ter cuidado para utilizar metáforas no texto. Podem sair coisas muito engraçadas. Como esta: "... o Tricolor quebrou esse indigesto jejum..." Dei muita risada ao ler! Um "jejum indigesto"? Só rindo mesmo!
Outra: "O pênalti muito mal batido [...] coroou uma tarde em que nada deu certo para o atacante." Quem quer essa coroa do reino da desgraça? Rsrsrsrsrsrs....

DE NOVO, A CONCORDÂNCIA VERBAL
E continuam a aparecer os problemas de concordância verbal. É bom repetir: pela regras da Língua Portuguesa formal, o verbo deve concordar com o sujeito. Não foi o que aconteceu mas frases seguintes: "As polêmicas e trocas de notas oficiais no ano passado deixaram várias arestas a ser [SEREM] aparadas pelos cartolas." "Ao proibir os jogadores e a comissão técnica de falar [FALAREM] antes, durante e após o jogo..."

Sunday, January 20, 2013

A sutil opinião...


A coluna "Notas Políticas" da Gazeta, cuja responsável é Caroline Olinda, mas que está sendo feita interinamente pelo ótimoRogerio Galindo, publicou na sexta-feira a seguinte nota:

O ministro do STF Ricardo Lewandowski recebeu um “voto de solidariedade” da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) pela “dedicação, independência e imparcialidade” que teria demonstrado na corte. Lewandowski é professor titular da faculdade e teve sua atuação no STF em evidência em 2012 como revisor da ação penal do mensalão, a maior já julgada pelo tribunal. Ao contrário de Joaquim Barbosa, relator do processo, que foi rigoroso com os réus, Lewandowski pediu a absolvição de vários acusados que acabaram condenados.

OK, normal, é uma nota informativa. É o título que lhe dá um sabor diferente. A opinião está no título. São essas sutilezas do jornalismo que o fazem tão interessante! Esse tipo de coluna, na classificação de Marques de Melo, é "mista", ou seja, informativa e opinativa, pois mescla textos estritamente informativos com pílulas de opinião.

Ah, o título! Ei-lo: "Alguém gostou". Que tal?

Emprego do "e" em enumerações


Lição de redação de hoje, a partir de uma frase da Gazeta do Povo:

"Para evitar o colapso, ainda no ano passado, as empresas começaram a reduzir a oferta de assentos, rotas e a demitir funcionários."

Percebem o erro? Tenho visto esse problema em muitos textos. Não há razão para "economizar" o "e" quando ele se faz necessário. São enumerações diferentes - ambas exigem o "e".

Dissecando... Primeira enumeração: ...começaram a: 1) reduzir a oferta; 2) demitir. Segunda enumeração: ... reduzir a oferta de: 1) assentos; 2) rotas.

Portanto, a frase deveria ser escrita assim: "... as empresas começaram a reduzir a oferta de assentos e rotas e a demitir funcionários."

Entendido?

Título confuso!


É pra rir ou pra chorar?

Olha só o título de uma notícia do Yahoo:

"Após morte, Zezé Polessa é denunciada"

Mais erros em jornal


Foi só o governo anunciar (para minha decepção) a prorrogação para a entrada oficial em vigor da nova ortografia que a nossa querida Gazeta já começou a deixar de lado as novas regras de uso do hífen. Na mesma página da edição de 16/01 (p. 24 - Mundo), há dois títulos com problemas:

"Estado de Nova York aprova leis anti-armas"

"Mega-engavetamento"

Pelas "novas" regras, não se deve utilizar o hífen nesses casos.

"Orientação" sexual e não "opção"


Mexendo em arquivos antigos, achei este texto (Gazeta do Povo, 29/03/2011, Vida Pública – Coluna de Reinaldo Bessa):

“O que nos preocupa é o incentivo à escolha sexual da criança ainda em fase de crescimento.” Da deputada Mara Lima, evangélica, que ontem protestou na Assembleia contra a distribuição nas escolas de kits do Ministério da Educação condenando a homofobia.

É muita ignorância da deputada, não? Falar em "escolha sexual"... É o problema de muita gente que pretende debater temas que não conhece, com base apenas nos seus pré-conceitos, gerando debates desqualificados. Não existe "escolha sexual". Pergunte a um heterossexual quando ele "escolheu" ser hetero - ele provavelmente vai rir e dizer que nunca precisou escolher. Não é uma questão de "escolha". Ou a pessoa é homossexual ou não é, não escolhe, assim como acontece com os heterossexuais.

Sunday, January 06, 2013

Jornalismo: discurso em terceira pessoa

Aproveito um trecho da Gazeta do Povo de hoje (06/01) para dar uma dica sobre redação jornalística.

Segue o trecho:

Nesta semana, o dirigente declarou, em entrevista à rádio Banda B, que "ainda não fomos atrás de contratações, estamos esperando a reapresentação do elenco e analisando a questão dos jogadores que estão acabando seus contratos. Depois disso, vamos em busca de reforços."

Há no trecho uma mistura indevida de discursos em terceira pessoa (a voz do jornalista) e primeira pessoa (a do entrevistado). O narrador jornalista escreve em terceira pessoa. Não deve emendar ao seu discurso o discurso em primeira pessoa do entrevistado. É preciso "passar a palavra" ao entrevistado, utilizando, por exemplo, os dois pontos - assim, faz-se a transição adequada dos discursos. Deveria ficar assim:

Nesta semana, o dirigente declarou, em entrevista à rádio Banda B: "Ainda não fomos atrás de contratações, estamos esperando a reapresentação do elenco e analisando a questão dos jogadores que estão acabando seus contratos. Depois disso, vamos em busca de reforços."

Outra solução seria relatar o discurso do entrevistado em terceira pessoa. Como no exemplo que segue.

Nesta semana, Lopes declarou, em entrevista à rádio Banda B, que os dirigentes ainda não foram atrás de contratações, pois estão esperando a reapresentação do elenco e analisando a situação dos jogadores cujos contratos estão se encerrando. "Depois disso, vamos em busca de reforços", afirmou.

Espero ter conseguido ser claro. Futuramente, comentarei outra questão ligada a isso: o excesso de citações entre aspas que tem campeado nos jornais.

Trecho ininteligível da Agência Estado

Trecho de matéria publicada sábado na Gazeta (despacho da Agência Estado), sobre a divisão do Fundo de Participação dos Estados:

"A transferência do FPE é feita, desde 1989, da seguinte forma: 85% do total é repassado aos governos do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e o restante para os estados do Sul e Sudeste. Em seguida, a maior parte desse dinheiro (95%) é distribuída conforme o produto da divisão do tamanho da população pelo inverso da renda per capita, e o restante (5%) segue o tamanho territorial do estado."

Entendeu? Eu não. Pode me explicar?

Erros de concordância

Na Gazeta do Povo de sexta-feira passada:

Capa: "58,9% dos eleitores de Curitiba ouvidos PELO Paraná Pesquisas souberam citar o nome do vereador no qual VOTOU em outubro de 2012."

Vida e Cidadania, p. 4: "A ampliação teve início em outubro de 2010 e ESTÃO SENDO FEITAS em etapas."

Deve ser efeito da ressaca das festividades de fim de ano...